11 ACERVO MUSICAL

Acervo Musical

Diretório de composições dos baluartes portelenses e seus parceiros.

MOEDA

JOGA A MOEDA E VÊ,QUAL A SORTE QUE VAI DAR
SE O DESTINO É MUITO FORTE, A MOEDA É UM CORTE
QUE DÁ PRA MORRER E SE A VIDA É MEIA MORTE
A MORTE SÓ VEM PRA QUEM VIVER

Ê, OFÍCIO
OI, QUE VIDA DIFÍCIL DE ENTENDER

A MINHA RAÇA
É O PRODUTO DA CANA E DA CACHAÇA
CAFÉ, OURO VELHO E ALCOBAÇA
É UMA ROSA ACABANDO DE NASCER

A MINHA TERRA
É UM MOSAICO DE PEDRA PORTUGUESA
PINTADA DE SANGUE, COM CERTEZA
EM VOLTA DO MANGUE PRA SE VER

A MINHA CASA
É UMA CABANA DE PALMEIRA
QUE DÁ PALHA PRA ESTEIRA
ONDE EU DURMO PRA ESQUECER

Ê, OFÍCIO
OI, QUE VIDA DIFÍCIL DE ENTENDER

O MEU ENFEITE
É UMA FIGA, É UMA CONCHA, É UMA GUIA
É UMA FOLHA DE ARRUDA, É SIMPATIA
QUE A GENTE NÃO PODE SABER

O MEU AMOR
É MISTURA DE DENGO E DE CARINHO
É UM MOLHO DE COENTRO E DE COMINHO
É UMA REZA MALDITA DE BENZER

MINHA CANTIGA
É ORAÇÃO DAS REZADEIRAS
É O CANTO DAS LAVADEIRAS
QUE EU SEMPRE QUIS APRENDER

Ê, OFÍCIO
OI, QUE VIDA DIFÍCIL DE ENTENDER



Colaborador: JARDEL AUGUSTO DE LACERDA