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O Prazer de receber é também o prazer de ser recebido

Uma das características do ser “portelense” é ter fidalguia para receber suas visitas

Cultural Portela - 02/02/2016

Por Rogério Rodrigues


Uma das características do ser “portelense” é ter fidalguia para receber suas visitas, sem distinção de quaisquer naturezas.

“Embaixador” dos morros e subúrbios, o nosso “Professor” Paulo Benjamim de Oliveira, o nosso Paulo da Portela, nos legou, além de andarmos com os “pés e pescoços ocupados”, numa clara compreensão política da linguagem que não ousa falar seus preconceitos, que gentileza gera aceitabilidade.

Sempre foram famosas as embaixadas organizadas por Paulo para visitar as coirmãs: pequenas comitivas lideradas pelo hábil orador, organizador do seu conjunto, criador do estatuto de ser e representar toda a cultura e a gente da roça de Oswaldo Cruz.

Na ausência de Paulo, desde aquele triste episódio no carnaval de 1941, o Professor deixou seus seguidores. Sua grandeza se traduziu: mesmo magoado, não deixou de apresentar o melhor do samba da Portela na recepção à comitiva que incluía Walt Disney, o maestro Leopold Stokovski e demais figuras importantes de uma política chamada “Boa vizinhança”.

E assim se tornaram prática e dever: receber e ser recebido. E por aí espalhar e fazer cada vez mais real a sua profecia – que comemora 80 anos neste 2015 -, no primeiro da coleção de 21 estrelas em seu pavilhão raiado, sob a proteção da Águia Altaneira: o samba dominaria o mundo. E desta Nação, cujas sementes foram lançadas pelos primeiros dos primeiros tempos, quando não havia céu, nem mar ou rio que coubesse nos corações de seus apaixonados que se deixariam levar...

E são tantas suas sementes em forma de outros pavilhões e até de outras cores! E são tantas histórias entrelaçadas em exemplo, sorte e admiração.

Hoje, próxima do seu Centenário, semeia o futuro esperando colher outros frutos cheios de sabor e saber. Como nação que é, abre suas asas para receber os seus filhos distantes e fazê-los “cônsules” de sua verdade: espalhar beleza e cultura, alegria e o samba que só Oswaldo Cruz e Madureira fazem.

Missão prenhe de responsabilidades! Mas, sobretudo, de futuro.

Por tudo isso, tenho o imenso orgulho de apresentar o primeiro Consulado da Portela, logo em terras bandeirantes: da Terra da Garoa até a Baixada Santista. Sim, porque dois apaixonados, que não se conheciam, confidenciaram a mim, na grande rede mundial de computadores, neste vasto e há muito conhecido mundo virtual e das redes sociais, os seus desejos convergentes: fundar um núcleo que representasse a Portela, um espaço de convivência para amantes do mesmo amor e pólo irradiador das ações dos Departamentos Cultural e de Marketing da Portela.

Feita a ponte, realizados os encontros, alinhadas as ideias, eis o fruto desta celebração entre a Mãe Águia e seus filhos.

Oxalá, seja o primeiro de muitos. E a profecia, enfim, realizar-se-á plena e feliz.


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